sábado, 17 de julho de 2010

Ah, o que é
Por quê?

Decisões, vidas crescidas
Tem já de ser maduras
Mas, por que isso de ter?

Estamos aí, em fases de curas
Em fases de saudades
De querer não reviver
De querer não pensar

Lembranças
Já não lembramos
Lembramos

Criamos planos
Planos de posturas, de ações
Para como num gole, esquecer

Vida vem
Vem vida
Vem ida
Bem vida
Bem vinda

Ah, por que isso de coração?
Existe a mente que pensa, imensa, imersa
Não coração

Há mente traiçoeira
Que entra com memórias
Como um ladrão invadindo - não ocupando
A casa

Foi e não é
Paramos de ouvir música clássica
E de ver gentes engravatadas
Pomos esperanças no setembro

Setembro passará, sem notícias
Mas setembro, apenas desespero
Por afetos, por tetos seguros na casa

Do outro lado da rua alguém volta o olhar seco
Para a casa
E lembra, de forma já quase esquecida, que frequentava
E que era quase tijolo

Ponto final
.
Ponto para bordar e enfeitar
Despedidas são risonhas
Inícios podem ser chorosos


por Queta

Um comentário:

  1. só não me venha dizer apenas que "era engraçado". conveniente só querer saber depois, do estrago e da bagunça feita. egoísta a falta de cuidado.

    no entanto, meninaisa, a fase de desespero já passou. o bordado, as colagens, os desenhos e os puxões mafaquetísticos irão pra frente. assim como o bloco, o blog, o doc e o samba!

    assino aqui como mais uma daquela gente bronzeada e dulce! e tamos aí...

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