segunda-feira, 12 de março de 2012

não

não volta, não volta!
não nos cansa, não descansa!
pára com isto de olhar

fala, fala!
diz com palavras
diz o que queres, mesmo que ainda não saibas
esquece-se, esquece-se o medo dos olhos que avaliam

pára, pára de se criar, recriar
pára, pára!
pára para o quê?

pára, pára!
esquece-se de ti.

e parou.

eu bati à porta

eu.
eu bati à tua porta
p’ra deixares de ser torta
p’ra deixares o ar-ar

ouço.
ouço o vento a conversar
tua voz se acalmar
o silêncio atrapalhar

tu.
tua porta já bateu
sonho se desvaneceu
acabou de dorminhar

abre.
abre só uma janela
abre só só só a ela
p´ra acalmar olhos alheios

olha.
olha- olha-olha à frente
pensa agora com palavras
que é para se comunicar

vai.
vai, vai sim
deixa saudade
e cultiva esta saudade
que é pra voltares mais bonita

nós.
cansamos de interpretar
estas dúvidas no ar
que te levam a vo-ar




queta

domingo, 12 de dezembro de 2010

Amizade cheia de cores

Amizade é dividir.

Dividir histórias, memórias, momentos - bons e ruins, sonhos, tristezas e risos. É fazer planos, é dançar cantando, é andar pulando é viver tentando fazer com que os momentos em "comjunto" sejam os melhores.

É, por exemplo, rir solto - achando que não pode haver melhor sensação de bem estar no mundo. De ter encontrado um bom lugar e boas companhias para dividir as impressões que la (Dulce?) vita nos deixa. É a vontade de se vingar dos meninos ruins/malvados sendo cada vez melhores. É desejar ser canalha, ao invés de perdigueira, de vez em quando.



Amizade é se emocionar de madrugada, morrendo de sono, enquanto vê um vídeo de Janis Joplin que a amiga mandou. É querer ser Gal Costa e convidar a outra pra ser Bethânia. É querer ser menina, mas é também querer ser grande, forte e independente das pessoas e das tristezas que tentam nos pegar em cada esquina.

É imaginar-se em fotos em preto e branco, com o charme da época e das pessoas retratadas, como se fossemos daquele jeito e com aquele espírito. É ver-se nos vídeos noturnos de 67, gritando para os chicos e caetanos novos, com violas partidas ao meio e jogadas no público vaiador ou pedidas por Edu Lobo, para cantar.

Porque não? Alegria, alegria! Amizade é gritar pelo e para o que se gosta, com óculos maiores, sorrisos melhores e lenços nos cabelos sem documentos.

É não esquecer quem é sua vizinha de bairro, coração de bairro, primeira. É não esquecer os puxões, de estímulo e de orelha; não esquecer o caderninho de páginas coloridas e principalmente do céu azul cheio de nuvens de janeiro. As conversas de banco e de ônibus. O sófalar, o “vempracá” e a companhia no banco de trás do carro nos passeios musicais noturnos.



É conhecer uma nova menina, de outro bairro amigo, com uma laje ainda desconhecida, mas desde já bem querida. É dançar coco, ao som de forró, nos trilhos do trem. É prezar pelo consenso na hora de comprar o pipos, de ver os shows, os filmes, os paqueras e até as ruas pelas quais voltaremos pra casa. É perder os celulares, mas recuperar o humor antes deles voltarem.



É andar de ônibus, de balsa e de alternativo – ao invés de trem – aproveitando a vista e planejando a viagem pra Bolívia. É transportar as vontades através de cada transporte. É vontade de aprender a fotografar só para pegar um trem com destino a cabedelo e ao forte velho, tão novo. É a vontade de pegar um ônibus, com destino ao centro histórico e poder finalmente explorar lugares, que nos agradam, ao redor dos trilhos, perto do rio. É guardar os dinheiros pensando no avião que nos carregará pros países vizinhos.

É querer fantasiar a outra – de Janis, de Colombina, de Pin Up, de Doces Bárbaros ou Mutantes com um coração desenhado embaixo do olho - só por brincadeira, só por cartografia do riso, de fantasiar um ensaio fotoengraçado. É promessa de morar junto em Recife ou qualquer lugar que nos agrade, além das promessas de karaokê na Lagoa, de vida ida pro sertão e pros sítios dos avôs dos amigos maiores e por aí vai...

É desejar algo maior, algo melhor, que nos satisfaça de algum jeito. Que nos traga sentido, energia, calor e amor, se existir esse bichinho. É fechar os olhos e ver algo melhor, sentir que chega a nossa hora. Um dia, nosso carnaval pelas ladeiras, com o bloco posto na rua ladeira à cima e abaixo... e a folia a nos bater os dias.



É querer cantar, remexer, rebolar, fantasiar, criar, escrever, poetizar, esperar, achar, pensar e repensar até cansar pra descansar e começar tudo de novo. Lembrar-se dos dias bons e esperar com ansiedade pelos próximos, contando com bons papos, boa música e uma animação própria de meninas pequenas espevitadas que pulam feito pipoca e correm de mãos dadas por ai. Sem esquecer, é claro, do valor das outras companhias de gente, bebidas-cervejas! e objetos que nos dão bom dia – livros e canecas, bicicletas...

E principalmente das cores, seja pra pintar os lábios ou pintar o céu da nossa imaginação azulamareloesverdeada!



Um beijo roxolilás pras senhor@s (isa-queta e cybele-fellini) ;*!

falda

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A amizade, o sexo, o verdadeiro amor

Na era da tela total somos - de algum modo - impelidos a ver tudo, varrer a corporeidade dos seres imaginários do cinema como um check-up, como uma endoscopia. Se todas as maneiras de amar valem à pena, nem todos os olhares midiatizados valem à pena. Se existe uma arte audiovisual de excelência com o poder de nos fazer mais plenos com relação a uma aproximação do objeto do desejo, esta deve nos conceder os privilégios de imaginar todas as sensações, emoções e sentimentos através das imagens e sons que nos propiciam. Além da mera visibilidade de um suposto objeto do desejo, a sensibilidade técnica do cinema precisaria nos instigar a uma imaginação do sabor, do cheiro e da tactilidade; mais do que isso, precisaria nos liberar da pesada materialidade corpórea, sem nos livrar das sensações do toque, do prazer da pele e do corpo, deste presumido objeto de desejo, que no fundo não passa de uma estranha extensão de nós mesmos.

[...]

Deslocamo-nos para o terreno memorável do “instante eterno”, em que as
“amizades particulares” brilham como breves lampejos da eternidade, como se ali
estivesse inscrito o grande enigma dos afetos, da amizade e do verdadeiro amor.
Essas experiências, que parecem acontecer uma única vez na vida, podem ser
atualizadas sob o signo de um outro objeto do desejo, e o cinema possui a faculdade
estética de simular as suas repetições de maneira fascinante, necessária e fundamental.

[...]

Então, talvez seja necessária uma arte radical concebida por espíritos livres dos valores morais [..]

Cláudio Cardoso Paiva

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A cordialidade em pessoa: patigo ou simplismente "tio"


A dor da gente não sai no jornal

19/10/10


Não era Raul, nem Renato, nem John o seu nome.


Não tocava blues, nem dançava tango. Acho que nem conhecia Django, mas ainda assim era um cara massa.


Entre creedence e shocking blue, passávamos (eu e as meninas) tardes/horas a fio fingindo que estudávamos em sua casa, durante o ensino 'médio'...


De camisa pólo e blue jeans no trabalho, ou de bermuda e/ou cueca em casa (fazendo Jussa gritar 'Tiiiiio'!) , era só o riso e a barba que se via e a cordialidade que se sentia, claro.


Achava graça quando aquele ‘coroa’ chegava dizendo: “ô mayrinha, você tem que vir mais vezes aqui”, “sabe, né? sempre bem vinda!” e começava a falar do lugar de honra que ela dizia ter para cada uma de nós, amigas da nega.


Às vezes, eu sentia que ele era capaz de fazer qualquer coisa/esforço/gentileza para que a gente se sentisse bem naquele apartamento. E só ele que não percebia que isso nem era preciso, porque ser paparicada por ele já bastava pra nos sentirmos queridas naquele lugar. Com piadas e afetos, ele foi adotando as amigas das filhas. Agora, boas são as lembranças que ficam.


Do riso estampado na cara, do cabimento dado especificamente a Jussara e a todas nossas palhaçadas, são as melhores. Daí vem essa situação inesperada e quando menos percebemos estávamos todas lá, rodeando o patigo (pai, tio e amigo), que por sua vez estava rodeado de flores brancas. Sem barba, sem bigode, sem sorriso aberto. Arriscava dizer ali que não era ele. Pelo menos, não mais. Ali estava em paz, apenas.


Com a gente ficam as lembranças da liberdade concedida, da bagunça consentida e da músicas concebidas no som da sala. O Renato e seus Blue Caps antes dos filmes, os ‘besouros’ ingleses, Os Incríveis, os Rolling Stones que ele tanto gostava... os, os, os e as. As interrupções no meio das conversas e dos estudos de tarde inteira, as "assoviadas" que tanto irritavam Ananda, no final não atrapalhavam nada.


Todas nós ganhamos no decorrer desses sete anos de convivência um tio massa, camarada, ‘mó’ boa praça, gente fina e papo firme – e frouxo ao mesmo tempo, na cozinha, na escada, na sala de estar jantar corredor... À vontade ou um pouco aflito, um também “pai amigo”, da nega (Ananda), que brigava e amava, com ele, por ele, ele! Porque raça boa para sentir bons sentimentos é essa e ela teve a quem puxar!


Particularmente, o bom gosto musical do tio acabou fazendo parte do meu crescimento, o que hoje pra mim é sofrimento logo que não imagino ouvir aqueles rocks de paizão sem lembrar dele. Gostaria apenas de dizer: “Valeu, tio. Por tudo! Pelo cabimento-carinho-atenção, pelas musicas, pelas belas filhas” e garantir: “Podeixar que a gente vai cuidar bem desses brotos aqui, precisa nem pedir”.


Fica então isto escrito, aqui e no papel dobrado daquele envelope laranja que foi beijado e colocado junto com as flores que marcaram a sua despedida. Pra dizer basicamente isso: um dos caras-coroas que eu mais curtia nessa vida morreu e essa dor não sai no jornal. Por isso, a cria jornalística daquele lugar tentou retratar aqui a sua vontade, maior do que nunca de ir embora pra Pasargada. Porque lá eu era amiga do rei.


Agora, aqui eu não sou feliz. Que Manoel Bandeira nos ajude, pra que nessa fase triste, “triste de não ter jeito”, a gente se lembre que lá... éramos amigo do rei!


sábado, 18 de setembro de 2010

Texto Bobo


Preciso escrever. A cabeça gira, gira. Ideias querendo, pela primeira vez desde que me lembro que é primeira, no instante de agora, sair e germinar, que nem plantinha nascida recém. Escrever e não olhar para trás, para revisar a concordância e ortografia. É como se tivesse algo relevante a ser dito. O que flutuava e boiava no mar do juízo, quer tomar forma de letra de máquina.

Deixando Descartes positivista para outras gerações, não dividindo o corpo da mente, parte de mim quer dormir porque sabe que o organismo - momento em que todas as áreas que mantem o consenso dentro de você - pensa que está cansado. As pernas doem, a barriga padece com cólicas. Mas isto quer ser visto, quer se sentir vaidoso. Vaidade advinda das leituras alheias do texto que é seu. Seu até agora, porque outras pessoas são proprietárias dele. Por isso mesmo que não há propriedade no assunto.

Tive hoje a oportunidade de assistir a um filme antes de desabar por dentro ou acordar para dentro. Tive antes, num passado bem ou mal passado, a oportunidade de assistir a outro filme. O primeiro é francês e o segundo, norte-americano. Da nossa visão estereotipada, pode-se concluir, ou achar simplesmente, sem me conhecer, o qual mais apreciei.

Tive a oportunidade, hoje, de me conhecer. Conhecemo-nos os dias todos em que acordamos para fora. Não tenho, no entanto, consciência que isso acontece. Isso acontece e acontece, pronto. Percebi que gosto do filme com mais características humanas; gosto de perceber e sentir, dentro de filme, que há uma máquina operada por homem com mãos e olhos. Vi, isso no francês. Ele me desperta vontade de falar dele – do filme. Câmera na mão. Vi muito e achei lindo. Treme, respira, sem linhas e momentos fixos. Dinâmica do humano ser. Cinema.

Vi uma escola. Não era uma escola comum. Mas não existem escolas comuns - roubei um pouco do que diz Jorge Furtado e bebi na escrita de Paulo Freire. Estruturas as mesmas e não mesmas. Início de uma mudança no ensinar. Percebi um professor que, quando do final do filme, não foi reconhecido. Nenhum de seus alunos disse que aprendeu algo com ele, na disciplina. Citaram professores outros, conhecimentos que não os de sua área. Este era o protagonista. Humano. Contraditório, não-equilibrado. “Chamou duas alunas de vagabundas?”, perguntam à ele. “Pode-se dizer que sim”, diz ele, através de uma legenda que não sei se posso confiar. O fim do filme norte-americano deu-se numa festa, se não me engano, com professores e alunos às lágrimas e às gratidões para com a professora.

Necessidade de fazer-se comunicar e de ser comunicado. Digo, de fazer-se entender. Explica melhor e não me acha mais burro se não compreendo o que é dito. Paciência. Há inovações do ponto de vista da educação. Alunos são ouvidos, ou seja, alguém lhes ouve e responde aos seus questionamentos, comprometendo o tempo da aula. E que tempo é esse, se não para ouvir?Barulho, agonia, irritação, vontade de sair do recinto e de gritar e desistir. Passou para mim, a sensação de inquietação. No seriado Malhação vejo a aula como coadjuvante, como cenário. Ali, na película, assisti à aula, vi o que era discutido. Por que a aula não pode ser interessante e tem de ser apenas o lugar no qual as pessoas se encontram? E por que a televisão não pode veicular uma aula que é aula?

Vi também um professor que se recusa a se equiparar aos alunos. Ele pode, mas os alunos não podem. A diferença da realidade real é que os alunos reivindicam esse poder e estimulam essa defesa. Bases antigas. Expulsão do aluno. Passar o problema para outra instituição. Quem terá a coragem de lidar com o problema? Livra-se.


Sinto, no entanto, que o texto é bobo. Teóricos devem já ter pensado nisso e consequentemente publicado. Mas por que eu não posso adaptar o que sou com o que ouço, já que sou um conjunto de vozes? Reproduzo apenas? Não sei.

A escola dava alguma voz aos alunos. Duas delegadas numa avaliação que culminará na média final de cada aluno. Mesas quase circulares, eram as dos locais das reuniões. Várias mesas retangulares dispostas em um círculo que era quadrado. Era o início da transição do retangular para o círculo perfeito.

Silêncio é sinal de disciplina. A calar, aprendemos desde pequenos. A crer como verdade. Mas perceptivelmente, o barulho diminuiu do começo para o fim do filme. Não houve silêncio total, no entanto. Viu-se que as duas partes tinham algo a dizer e a ouvir.

Precisei parar para pensar e não, pensar para parar. Quando via afirmações deste jeito, não gostava, porque tinha de seguir com o pensamento e desfazê-lo, em seguida. “Primeiro compreenda o processo e depois questione”. Não! Não creio. Compreender e no, processo de compreensão, questionar.

Outra aluna filmática (neologismos mil), perguntava ao professor o por quê de ela estar na escola. Está-se dentro do processo, mas não há a possibilidade de compreendê-lo e saber para que serve. Aprendo, mas não sei para onde vou com essa bagagem. Roupas que não se adequam à ocasião quotidiana. Fala-se de outro jeito e não como quando se conjuga um verbo no pretérito-MAIS-que-perfeito. Perfeito.

O filme não se esgota, desgosta. Gosta da gota do toque. Ou toca, ou não toca, já dizia Clarice. Registro. Percebi que assisto à filme lindos, que tocam e que me abraçam. Mas, pouco tempo depois do abraço, vou atrás de abraços outros, por não lembrar-me da cor e do cheiro desse filmes firmes. Quanto a se dizer! São já muitas horas da manhã escura da noite, mas a cabeça de tonta que é, continua a girar quando da real vida.

Queta

SERVIÇO
Filmes: Entre les Murs, de Laurent Cantet
Escritores da Liberdade, Richard LaGravenese

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sem foguete

sem retrato e sem bilhete,
sem luar e sem violão



e agora também sem celular

tem dias em que voce sai de casa sem querer, só por ter que sair. mesmo sem foguete, mesmo que
fábio viana
tenha ficado de comprar e tenha esquecido. você sai sem prevê no que o tal mal pressentimento pode dar. no meu caso, antes, o máximo que podia acontecer era perder o humor, mas não a poesia e muito menos os celulares - no último mês já foram três.
ontem foi a segunda vez.

estava indo pro estágio desse jeito meio sem querer e de cara, pego um onibus cheião - pra 'melhorar' as energias. antes de reclamar no pensamento vejo uma cadeirina na parte de trás, ao lado da cobradora - entre ela e a porta, na verdade - sabe como é? vazia. e depois de um tempo vi que ali era um lugar bom de se ir ver. eu me via no vidro, eu via ainda mais a cidade (por uma janelona) e via quem subia e via a cobradora e via até o que não via toda vez que o motorista abria a porta pra alguem novo subir - naquele lugar ja tao cheio, e com isso trazia um vento pelas bandas dos pés. era um vento tao gostoso que batia nos pézotes que eu fui mandar uma sms para minha amiga queta. pra dizer por onde andava...

(com brisa fresca nos pés)

descrevendo essas coisas tin tin por tintin, nao deu tempo de terminar dentro do onibus. entao eu desci "escrevendo" e aí começou a chover e me molhar e molhar o celular, mas eu nao desisti... até que vi dois "maus" elementos do outro lado da rua e resolvi guarda-lo no bolso mesmo sem ter enviado a mensagem e fingi enxugar o óculos na blusa. até que eles vieram ate mim, rindo, com o riso de quem vai fazer uma brincadeira de mau gosto e um deles diz: passa o celular, gatinha. o outro, que ficou do meu lado, vendo que eu pensava um pouco (na verdade ficava num estado de nao acreditar que aquilo tava acontecendo de novo) disse "se nao leva umas facadinhas". pensei entao que não havia nada melhor pra fazer e entreguei (até feliz, por dessa vez ser so isso, o celular que eles queriam). mas nao deu tres segundos pro desengano, de lembrar que o celular era de um malono e que no aparelho estavam as fotos do sun rock, minhas, que so eu tinha e que agora nao tenho mais. nem o vento, nem uma brisa. só a lembrança.

a mensagem que ficara pela metade eu vim aqui entregá-la ao menos!
um cheiro.

Falda

p.s. daqui a pouco é bem capaz d'eu me acostumar a ficar incomunicável mesmo e talvez compre de vez esse foguete!