uma piauí alí para ler
livros e músicas espalhados pelo quarto, pelo ar
grafia, fotos e figuras marcando espaços e momentos
duas meninas, duas bicicletas paradas
duas bocas tagarelando
porque tagarelar é bom e esquenta os dias e as noites
manhãs do mês primeiro,
tardes de nostalgia em fevereiro - que deviam ser da carne em folia
março abril e maio voando... nesse meio tempos, bancos!
do ônibus em manhãs quentinhas ou chuvosas, no caminho para a universidade
no fim do dia, o batente que não é banco (mas serve) do prédio da menina dos ólhos d'áqua
conversas e silêncios comjuntos, com eme mesmo, pra gente seguir com a vida
e a gente segue
com algumas páginas que às vezes não passam
porque ficamos pensando demais, em quem não pensou muito na gente
as músicas que alegram nessas horas não tocam
e em tantas quanto for possível procuramos vestígios de uma fase que já passou
ah, também queria mandar um travesseiro de plumas para ela
por enquanto dividimos bancos, conversas, barras de cereal, sorvetecerveja, uma visão de chuva e muito mais...
e muito mais de muito de menos também
de coisas pequenas, de coisas grandes
lamúrios P M e G
por enquanto é a vez de um de menos, veja só!
o choro engolido, o fim esquecido e a história retomada
no banco de trás a queta, querendo passear e tagarelar
do lado esquerdo, um tambor
aqui dentro,
liquidificador.
liquidifica a dor
liquidifica, fica
a dor
Falda.
(liquidificada)
por enquanto é assim, mas já já a gente aprende
bom fim de finde!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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